sexta-feira, abril 20, 2007

Sacodindo a poeira



Sacudindo a poeira, fui ontem no Camden Crawl, uma espécie de festival que acontece todo ano em Camden Town e reúne um monte de bandas novas. A fórmula funciona ao escalar algumas bandas mais fodonas, que este ano ficaram representadas por Ash, Black Rebel Motorcycle Club, The Damned e outras.
Não consegui ingresso para os dois dias, mas no final das contas deve até ter sido bom, porque eu tô quebrado! Meio-dia de ontem estava já torrando no sol, em uma fila enorme para trocar o ingresso por uma pulseira para entrar nos lugares e um monte de lembrancinhas, junto com a programação. Com mais de 100 bandas tocando em 20 lugares é bom se programar pra ver o que mais gosta. O bom é que a organização é decente e os shows começam na hora que deveriam, então deu mesmo pra sair correndo de um lugar pro outro e pegar várias bandinhas legais.
Duas e meia da tarde já estava no The Crescent, bebendo umas pints e ouvindo uma bandinha decente de ska. Não sei o nome, mas tirei umas fotinhos. Saindo de lá, fui ao The World's End, um dos meus pubs preferidos já. Lá assisti The Priscillas, que me surpreendeu! Muito divertida, era uma mistura de Siouxie com Joan Jett mais terror. A vocalista, toda de couro e vinil preto, dos pés às mãos, era muito carismática e linda. Resolvi comprar 1 single.
Depois, fui no The Spread Eagle, mas não gostei do dueto de violão que era a atração na hora. Voltei para o World's End e vi então Morton Valence, que me agradou bastante também. O vocalista, também trompetista e guitarrista, desfilava umas músicas que pareciam uma mistura de The Cure com Happy Mondays. Com dois teclados e sintetizadores (com uma chinesa muito figura também), o som era bem empolgante.
Saindo de lá, fui ao Tup, pub em que já tinha ido com a Camila, ver um jogo de futebol. Lá fui ouvir uma das bandas que realmente queria assistir. Shout Out Louds! Os suecos mandam bem pra caramba!
De lá fui dar um pulo no Underworld, onde tinha ido ver Brujeria, lembra? e vi Akala, um rap até interessante, que misturava um pouco de rock e eletrônico. Mas resolvi que queria mais era ver Envelopes mesmo, banda que já conhecia e sabia que era bom e estava tocando no Enterprise. Cheguei lá já tinha começado (a única banda que não vi o show inteiro; a minha programação até que deu bem certo), o lugar estava muito quente e não consegui pegar nenhuma cerveja. Mas foi bom.
Voltei correndo pra tentar pegar Air Traffic que tocaria no Eletric Ballroom, lugar aliás que queria conhecer faz tempo. Mas a fila estava muito longa, então resolvi que iria ao Koko, garantir um lugar pra ver The Damned. Lá vi uns MC ingleses que eram até bons e empolgaram o público, mas não é muito minha praia. Uns caras chamados Killa Kela.
Nota: o Koko é o lugar mais lindo que eu já vi para um pub/boite/casa de show aqui! Quatro andares com balcões, imagino que devia ser um antigo teatro, desses que vemos em filme de época!
Logo depois assisti Shakes, dueto de uns carinhas bons, mas que não saíam muito do esquema Prodigy de um eletrônico bem nervoso. E o público era mínimo.
Mas o melhor mesmo veio depois, The Damned! Só pelo valor histórico já valeria a pena, mas o show foi muito bom! Peguei um lugar na frente logo cedo e o lugar lotou! Os coroas ainda mandam bem o punk-horror deles! Engraçado ver os punks velhos, alguns já carecas mas ainda de mohawks em pé ou com camisetas do Clash, agitando e cantando junto!
Ainda teriam uns djs até umas 4 da manhã, mas resolvi voltar enquanto ainda conseguia andar, lá pela 1 da manhã! Mas com outro humor!
A única decepção foi não ter visto BRMC, a nova banda preferida dos motociclistas de plantão. Talvez eu conseguisse ver uma meia hora e depois sair correndo para ver Damned, mas resolvi não arriscar. No final das contas não poderia ter sido mais eclético, mas funcionou.

Um comentário:

marcão disse...

Po Chris...que inveja! The Damned!!

quem me dera estar em Londres!

abracos