terça-feira, outubro 17, 2006

Von Berlin nach Köln

Vou soltando aos poucos...
Na sexta (sim, a 13), depois de uma noite sem dormir, levantei, tomei um lauto café da manhã e fui bater perna. Era, afinal, meu último dia em Berlin - troquei minha passagem para Köln para o dia seguinte.
Lá fui eu primeiro no Pergamon, já que era um dos dois museus que eu queria porque queria ver (o outro eu não vi, desgraçadamente). Sinto informar que tive que fazer o fast tour (que demorou, mesmo assim, umas 4 horas), já que queria ver o Sony Center, o monumento do holocausto, a filarmônica e outras cositas más. Mas eu estava com pressa mesmo pra comprar meu ingresso do Bloc Party (o Coffin Daggers já havia desistido, ia ficar muito em cima).
Lá fui eu então, bem pro meio de uma ilha no Spree, no coração de Berlin Oriental. Muitas fábricas, terrenos baldis e prédios com aquecimento a carvão caindo aos pedaços. Onde ninguém fala inglês.
Bem, até que encontrei o lugar. Mas como estava sem o endereço comigo, não tive certeza, já que não havia sinal nenhum que haveria algo ali. Saí perguntando, no meu deutsche macarrônico, se alguém sabia de algo. Pro guardinha, pra padeira, pro carinha da farmácia, pros punks... nada. Desisti. Fui procurar internet e descobri que ia ser no dia seguinte. Merda.
Bom, fui então no Guggenhein, do lado do hotel. Uma bosta. Sem o acervo, que está viajando, tinha apenas uns lances conceituais que, apesar de interessantes, eram vistos em 5 minutos.
Também fiz bolhas no pé. Aí resolvi comer 1 kebap e passar o resto do dia no hotel.
Fui pra parte do entretenimento. Me emprestaram um calção curtinho, rosa com florzinhas estampadas e lá fui eu para a piscina.
E fiquei da piscina para a hidro, para a sauna, de volta para a piscina, depois hidro, sauna e continua o ciclo. Além de mim, chegou uma hora um casal alemão, que se juntou a mim em um momento em que estava na hidro. Aí fica aquela coisa meio constrangida de pessoas em pouco número que se juntam em uma pequena parte de um lugar muito maior. É como se houvessem várias mesas vazias numa praça de alimentação e alguém fosse sentar justamente na sua. É público, não é proibido, mas é estranho.
Mas beleza, lá estou eu, tentando esquecer os krauts e relaxar, quando uma mão pega na minha coxa. Olho, tento falar alguma coisa em alemão, em inglês, em português, não sai nada. Ménage à troi? Eu sei que tem muito pervertido naquele país, então tasco a ir para a piscina. Sou seguido. Aí resolvo fugir novamente, até desistirem.
Terminado o assédio, me arrumo para ir no jantar - pago - pelo patrocinador da viagem e do hotel.


Depois do final da copa, reparei que os alemães estão buscando saber como usar as várias coisas que inundaram o país como preparativos e como estrutura para o evento. E lá fomos nós, médicos, filhos de médicos e financiadora, para um restaurante, na margem do Spree (na verdade ela queria nos levar para um restaurante que parece que é super famoso, em que todos os garçons são cegos e tudo dentro é um completo breu! Acho que a idéia é você atiçar os sentidos gustativos ao máximo. Mas esse estava fechado) no ônibus que havia transportado a seleção de Trinidad e Tobago! Sabe aqueles, com bandeirinha do país e uma frase de efeito? Então, fui no dos guerreiros soca. Empataram com a Suécia, não foi? Que mais fizeram que não lembro?
Bom, chegamos ao restaurante. Tudo pago? Então é orgia mesmo! No final da noite, podrão (mas muito bem alimentado), olho pra mesa e conto mais de 20 garrafas de vinho (em 10 pessoas)!
E não é que estou ficando velho? Conheci um filho de um dos médicos, aspirante a residente agora, que me convidou para ir numa balada em Potsdam. Não obrigado, quero apenas uma cama (e acordar cedo para ir ao aeroporto)... Isso porque ele havia, antes da orgia romana, passado o dia todo andando também, depois de chegar de manhãzinha, de uma balada em Leipzig. É, pessoas, essas coisas são possíveis por lá. Você só precisa ter - muita - disposição.
Resumo da ópera? Dia seguinte, quase sem dormir, fui para Köln, passeei bastante com a Pati (os romanos são batutas, não fofs?!), fui na fábrica de chocolate da lindt e passei mal, finalmente, ao comer um pedaço de pizza hut! Terminamos a noite vendo um filme mesmo, e eu só na cerveja, porque esse negócio de vinho... bom, vou dar um tempo.

Um comentário:

Skywalker disse...

Ménage à Trois? Sinceramente, por essa eu não esperava... Imagino você então... Só uma dúvida: a mão era do cara ou da moça? eheheh. Porque ai, caracas, faz muita diferença... eheheh