quinta-feira, outubro 19, 2006

"Arbeit macht frei"

Bom, o que não faltou na viagem foi museu. Para todo tipo de gosto. De esculturas, de arte conceitual esquisita, renascentista, impressionista, expressionista, contemporânea, surrealista, cubista... Para você ter uma idéia de quantos museus e galerias existem em Berlin: havia uma promoção - por 15 euros você ganhava um passaporte para visitar mais de 50 museus em 3 dias! É, isso sim é que é prova de endurance!
Como disse, deixei várias coisas de lado, obviamente aliás. Uma das que mais me arrependo é o Gemäldegalerie, que tinha muita coisa maravilhosa, do século XIII ao XVIII. Outro é o Neue Nationalgalerie, do Mies van der Rohe e especializado em arte da segunda metade do século. Outro é o arquivo Gropius, com várias coisas da Bauhaus. E vários muitos outros também.
Mas tudo bem, vi coisas muito legais também. Um dos mais impressionantes foi o Jüdisches museum. Com muita coisa da antiquíssima história judaica, lindíssima por sinal. Claro que a parte mais concorrida se referia à história do Holocausto - que sempre me interessou muito. Fotos, pertences, histórias, relatos... muita coisa sobre o que 12 anos de nazismo fizeram na Europa. A única outra vez que me senti com tanto mal-estar foi ao visitar a casa da Anne Frank em Amsterdã. Meu pai me disse que o mais impressionante mesmo é o museu do Holocausto em Israel, mas tenho até medo de ver esse. Nós pretendíamos ir para Auschwitz também (vários dos médicos foram visitar vários campos), mas acabou não dando tempo.
Enfim, no museu de Berlin eles têm vários documentos sobre os judeus deportados. Há alguns livrões com os nomes de milhões de judeus assassinados com algumas informações sobre eles (ah, a "eficiência" germânica... em Ruanda não há como saber quem foi morto, como e onde).
Meu pai procurou e achou o nome da mãe de um colega polônes, nascido em Auschwitz, tornado órfão e depois migrado ao Brasil, onde virou médico junto com meu pai. E não é que descobri que tenho um parente assassinado?! Os Hass, até onde eu sabia não eram judeus, por isso me espantei ao saber que havia uma tal Hedwig, que foi deportada para Theresienstadt. Mas, olhando melhor, vi que o sobrenome de solteira era judaico, e era a única Hass ali. Ela deve ter casado com um parente gentio. Foi deportada para Theresienstadt em 1941 e morta em Treblinka em 1943.

4 comentários:

Skywalker disse...

Saudades de ler ou de escrever poesias?

Skywalker disse...

Write it down boy!

Olha só, uma proposta irrecusável:
você começa lendo as minhas poesias e depois deixa um longo comentário, que tal? Aceito poemas também!! É engraçado como a maioria das pessoas só deixa uma ou duas palavras de comentário, isso quando deixa. Eu particularmente gosto de me expressar, então sempre que eu posso eu escrevo um monte mesmo (como você já deve ter percebido ;0)).

Skywalker disse...

Chris,

Dois novos poemas adicionados no Melancholy Lakes:

http://melancholylakes.blogspot.com/

Abraços,

Celo

Skywalker disse...

eheheh.. the book is on the table!!